Yesterday by Iel

sábado, 29 de junho de 2013

TENHO APRENDIDO I I HAVE LEARNED I



TENHO APRENDIDO I

Ensinei muitas coisas ao meu filho amado, mas muitas outras aprendi com ele e continuo aprendendo. Aprendi por exemplo a chorar sem que ninguém perceba. Como dizia o grande sambista, cantor e compositor brasileiro Cartola (1908-1980) : 
”Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração” 

É que entendi que o mundo continua e que algumas pessoas se cansam dos meus lamentos e não conseguem alcançar o tamanho e profundidade do meu sentimento. Então de nada adianta  gritar para fora, só por dentro. Por isso calço meu sapato tênis e saio à pé para o trabalho ou para fazer pequenas compras com frequência. Lá me exercito, rezo, converso com meu filho e também choro sem que ninguém veja. Assim incluo meu filho no meu desabafo, me sinto melhor e continuo a caminhada.

I HAVE LEARNED I

I taught many things to my beloved son, but many others I learned from him and I am still learning. For example, I learned how to cry so that nobody could notice. As the great Brazilian sambista, singer and composer Cartola (1908-1980), wrote:

"Whoever sees me smiling thinks I'm happy
My smile is for consolation
Because I know to contain my tears so that no one can see
The cry of my heart "

The fact is that I understood that the world continues and that some people get tired of hearing wailing and fail to achieve the size and depth of my feelings. So it is useless to cry out, only inside is worth crying. That is why sometimes I put on my shoes and go out to walk to work or to do some shopping. There I exercise, pray, talk to my son and also cry without anyone seeing. So I include my son in my rant, I feel better and keep walking.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tenho Certeza I am sure




Você não perdiria por nada um jogo do Brasil e por isso tenho certeza de que você está assistindo agora, em algum lugar, este jogo que está sendo jogado neste exato momento.
 Aprendi com você muitas coisas e quase tudo me lembra você. Futebol é uma delas. Você amava, era um expert de carteirinha pois já jogou em time. Me lembro bem de seu movimento quando eu atrapalhava sua visão da TV. Você não desgrudava da tela nesses momentos e vibrava.
Futebol me lembra tanto você que sinto você quando tem jogo como hoje e por isso posso apostar que você está por aqui. Porque aqui era seu lugar favorito de ficar em dia de jogo.
Como você está aqui e não quero atrapalhar seu jogo, quero apenas agradecer a pelas lições que aprendi com você e que me tem sido tão úteis na vida: a calar, observar e refletir, a gostar de boa música, a admirar a natureza, brincar com animais, a gostar de jogos e aceitar desafios.  Obrigada Iel

You would not give up watching a Brazilian soccer game for nothing  and that is why  I'm sure you're watching right now, somewhere, this game that being played live.
 I learned from you many things and almost everything reminds me of you. Soccer game is one of them. You loved him, in fact you are an expert as you played on a real soccer team as center forward. I remember well your movement when I fumbled your view of the TV.
You would not let go these moments of vibration.
Football reminds me of you so much that Ican  feel you  so I bet you're here because here, at home, was your favorite place to be on a game day.
As you are here and I  do not want to mess up your game, I just want to thank you for the lessons I learned from you and that have been so useful in life: to be optimistic, to be silent, observe and reflect, to enjoy good music, admire nature, play with animals, like games and accept challenges. Thank you my dear son Iel

sábado, 15 de junho de 2013

The revolt and the return



We all have different reactions to a fact as devastating as losing someone so fundamental to our lives and our happiness. But a common sign that soon happens is the revolt. We get angry, very angry even, of God.
I for one, felt betrayed and had led most of the pitfalls of God. After all, he had always been, or at least tried to be so close and cultivated both faith and worship over the years.
The Gospel According to Luke, Chapter 7, 11-17 account the passage in which Jesus and his disciples went to a city and there coming "... behold, a dead bore, an only child, and his mother was a widow ... Seeing her Lord felt compassion for her ... "The fact is that the boy that was dead came back to life.
When, still kneeling on the sand I realized that my son had gone to another place and that God did not have mercy on me despite all the prayers and supplications, I was disgusted. I was so sure that my beloved son would recover and that God would not allow his departure so young and so suddenly. It was God's Mercy Day and I was sure, that sad day, that God would not abandon me.
But my son left and I felt completely abandoned. Unlike Luke passage quoted above, God had no mercy on me or my son and left us. That's what I thought, and these thoughts consumed me during several months.
I lost the will to pray or talk to God. I did that all the time when I thought my son would be saved but nothing worked so I started to think that was not worth praying. I rebelled!
The days and months passed by and after many readings and reflections I concluded that I needed God. Now I understand that for some reason my son (Iel) had matured to leave and that he had fulfilled his mission here on earth. The widow's son probably not. Perhaps his widowed mother needed his help and could not leave her alone.
The fact is that our limited understanding is not able to understand the “why” for a lot of things but I realized one thing: it is not up to me to question, but to be humble, not for me to revolt but to accept and return to the comfort and faith that I only can meet in God.

A revolta e a volta



Todos nós temos reações diferentes diante de um fato tão devastador como a perda de alguém tão fundamental para nossa vida e para a nossa felicidade. Mas um sinal comum que logo acontece é a revolta. Ficamos com raiva, muita raiva mesmo, de Deus.
Eu por exemplo, me senti traída e que tinha levado a maior das rasteiras de Deus. Afinal, sempre havia sido, ou pelo menos tentado ser, tão próxima e cultivara tanto a fé e a adoração ao longo dos anos.
O Evangelho Segundo Lucas, capítulo 7, 11-17 conta a passagem em que Jesus e seus discípulos dirigiram-se a uma cidade e lá chegando “...eis que levavam  um defunto,  filho único; e sua mãe  era viúva... Ao vê-la o Senhor sentiu  compaixão para com ela...” O fato é que o rapaz estava morto voltou a viver.
Quando, ainda de joelhos na areia da praia percebi que meu filho havia partido para outro plano e que Deus não tinha tido compaixão de mim apesar de toas as orações e súplicas, fiquei revoltada. Tinha tanta certeza de que meu amado filho  voltaria e que Deus não permitiria a partida dele assim tão jovem e de forma tão repentina.  Era dia da misericórdia Divida e tinha certeza, naquele triste dia, de que Deus não me  abandonaria.
Mas meu filho partiu e me senti completamente abandonada. Diferentemente da passagem de Lucas acima citada, Deus não teve misericórdia de mim nem do meu filho e nos abandonou. Foi isso que pensei e tais pensamentos me consumiram durantes vários meses.
Perdi a vontade de rezar ou de conversar com Deus. Afinal foi o que fiz o tempo todo quando achei que meu filho se salvaria mas nada adiantou então passei a pensar que não valia à pena rezar. Me revoltei!
Os dias e os meses passaram e após muitas leituras e reflexões conclui que eu preciso de Deus. Entendi que por alguma razão o Iel já estava maduro para partir e que havia cumprido sua missão aqui na terra. O filho da viúva provavelmente não. Deveria talvez ajudar a sua mãe viúva e não deixá-la só.
O fato é que o nosso limitado entendimento não consegue compreender o por quê de muitas coisas mas compreendi uma: que não me cabe questionar e sim ser humilde, não me cabe a revolta e sim a aceitação e a volta ao consolo e à fé que só encontro em Deus.





quinta-feira, 13 de junho de 2013

Meu anjo: A arte e a vida - Art and Life

Meu anjo: A arte e a vida - Art and Life: Todos temos nossas tragédias particulares. Sofremos porque amamos e quem ama corre imenso risco pois não fica indiferente à tragé...

A arte e a vida - Art and Life

Todos temos nossas tragédias particulares. Sofremos porque amamos e quem ama corre imenso risco pois não fica indiferente à tragédias. Mas também sem amar não vale à pena viver. Então as tragédias fazem parte de uma vida bem vivida. Sofremos porque temos a graça de amar e sermos amados para sempre.
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We all have our private tragedies. We suffer because we love and who loves to run huge risk because can not be indifferent to the tragedies. But without love not worth living. Then the tragedies are part of a life well lived. We suffer because we have the grace of giving love and being loved forever.

sábado, 18 de maio de 2013

Nossos Anjos zelam por nós




Logo após a prematura ida do meu amado filho para os braços do Pai, resolvi escrever este blog que é acessado diariamente por centenas de pessoas de várias partes do mundo. Como deixo meu e-mail no blog, costumo receber, também diariamente diversos e-mails de mães e pais que contam suas histórias de amor e dor e que eu, como alguém que bem conhece esse tortuoso caminho, me sinto honrada em poder compartilhar meus sentimentos e oferecer minha humilde experiência em busca da paz.

Recebi a mensagem que transcrevo a seguir de uma mãe chamada Sonya Brown que me autorizou a divulgação. Pela escrita, acredito que seja dos Estados Unidos que é o segundo país que mais visita o site, seguido da Alemanha, Russia, Portugal, Ucrânia e França.  

A querida amiga de dor e amor compartilhou a linda história que agora divido com todos vocês:
Eu perdi o meu filho de 16 anos em um acidente de carro há 23 meses. A dor que tenho certeza que você entende é tão grande que ainda é difícil respirar. Eu gostaria de compartilhar com vocês algo que me iluminou um pouco. Em 31 de março deste ano, eu quase perdi a minha filha em um acidente de carro. Como você pode imaginar eu fiquei devastada. Ela sofreu vários traumatismos, teve o pescoço quebrado, que poderia tê-la matado, a pélvis quebrada, assim como ambas as pernas além de ruptura na bexiga e arteria esmagada. Nenhum médico poderia acreditar que ela não só ficaria viva mas também sem nenhum tipo de paralisia. Eu só posso acreditar que o meu filho a protegeu. Ela estava em coma induzida e eu sabia que se ela pudesse, iria lutar para ficar bem. Ela assistiu a todo meu sofrimento com a perda do seu irmão e eu sabia que ela não me deixaria passar por isso novamente. Mais de uma vez os médicos me disseram que ela não resistiria. 10 é a data em que eu perdi o meu filho. É uma data, a cada mês, que eu me lembro que perdi meu filho. Enquanto eu estava no hospital, percebi que isso aconteceu por um motivo, eu havia ficado longe de todo mundo e criado um mundo em torno de mim mesma como se ele não tivesse ido embora e havia negligenciado as pessoas que eu amo que ainda estavam aqui e precisavam de mim. Assim, no dia 9 de abril, eu segurava a mão da minha filha e olhei para cima e liberei a alma de meu filho, decidi sair do meu mundo particular que só tinha lugar para ele porque entendi que minha filha precisava de mim e não havia nada que eu pudesse fazer nesta terra para o meu filho. Eu tinha que acordar para a realidade das coisas que eu não poderia mudar e me concentrar nas coisas que eu poderia. Minha filha acordou naquela noite e no dia seguinte eu ouvi as palavras: mãe eu te amo. Foi o 10. Então um dia que significava a morte agora significava vida. Esse era o seu presente. Eu acredito que era sua maneira de me ajudar. Esta foi a foto que ficou em minha mente, é o lugar onde meu filho perdeu a vida. Eu fiz um paralelo do acidente dele com o dela, quando recebi o telefonema. Eu tantas vezes me  perguntei o que aconteceria se ele tivesse sobrevivido, e se eu poderia ajudá-lo a se curar, como eu teria lidado com isso? Ele teria sido forte? E eu me encontrei na postion saber. Sim, eu posso lidar com isso. Em menos de dois anos dois filhos, dois acidentes. Eu sei o que é tragédia, eu sei o que é dor. Mas também sei que o que é esperança. E eu sei que, mesmo que eles tenham ido, eles estão sempre por perto quando realmente se precisa deles. Esse é o maior sentimento em meu coração, que ele foi capaz de me mostrar.”
Esse relato transmite o que tenho sentido: nossos filhos tem muito prestígio com Deus e são nossos anjos, quando realmente precisamos!
Um carinhosos abraço em você Sonya e em todos os queridos amigos de dor e amor que acompaham www.ielnossoanjo.blogspot.com.